20130614

Tipo de Processo de Separação do Petróleo


Quando o petróleo é retirado do subsolo, na sua forma bruta, ele vem cheio de impurezas. Para retirar essas impurezas, primeiramente se usam duas técnicas físicas de separação de misturas. Uma delas é a decantação, que consiste na separação dos componentes de uma mistura pela diferença de suas densidades. Como o petróleo é mais denso que a água, com o tempo a água tende a ficar na parte inferior; e o petróleo na parte superior, separando-se.
Outra técnica física é a filtração, a qual é constituída pela passagem da mistura por um filtro ou malha fina que retém as partículas maiores. Nesse caso, podem ser retidas impurezas sólidas como a areia e a argila.
No entanto, não se fazem apenas técnicas de separação física, mas também um refino do petróleo. O petróleo é composto de uma mistura complexa de hidrocarbonetos e o seu refino transforma essa mistura em frações mais simples com menor diversidade de componentes, denominadas frações do petróleo
O petróleo é uma mistura de centenas de hidrocarbonetos com pontos de ebulição muito próximos, por isso não é possível separar cada um desses componentes um a um. Já as frações do petróleo apresentam diferentes faixas de pontos de ebulição, assim é mais fácil separar o petróleo em grupos ou misturas de hidrocarbonetos, formados por um número menor de substâncias.
Entretanto, visto que a constituição do petróleo pode variar dependendo do seu tipo e origem, antes de se realizar o refinamento, o petróleo passa por um exame laboratorial para que se saiba com maior precisão a sua curva de destilação, ou seja, a temperatura que se deve operar para separar as frações desejadas.
Nas refinarias, os processos físicos e químicos mais utilizados para o refinamento do petróleo são: destilação fracionada, destilação a vácuo, craqueamento térmico ou catalítico e reforma catalítica. Vejamos cada um desses:

1.Destilação Fracionada: baseada na temperatura de ebulição das frações. O petróleo é colocado em um forno, fornalha ou caldeira, e ligado a uma torre de destilação que possui vários níveis, também chamados de pratos ou bandejas. Conforme vai aumentando a altura da torre, a temperatura de cada bandeja vai diminuindo.
O petróleo é aquecido até a sua ebulição, então os vapores dos compostos vão subindo pela torre. Os hidrocarbonetos com moléculas maiores permanecem líquidos na base da torre. Os mais leves são vaporizados e vão subindo pela coluna até atingirem níveis de temperaturas menores que o seu ponto de ebulição, e assim se condensam e saem da coluna.
Abaixo é mostrado um esquema que representa o processo de destilação fracionada e algumas frações que são obtidas por meio dessa técnica, como gás, gasolina e querosene.

Esquema de algumas frações do petróleo obtidas pela destilação fracionada, primeira etapa do seu refino


2.Destilação a vácuo: as frações que não foram separadas na etapa anterior são colocadas em outro tipo de torre de destilação; a diferença consiste na pressão, que é inferior à pressão atmosférica. Isso possibilita que as frações mais pesadas entrem em ebulição em temperaturas mais baixas. Com isso, suas moléculas de cadeia longa não se quebram. Nessa etapa são recolhidas frações, como graxa, parafinas e betume.

3.Craqueamento térmico ou catalítico (Cracking ou Pirólise): o termo “craqueamento” vem do inglês to crack, que significa “quebrar”. E é exatamente isso que é feito nesse processo, ocorre a quebra de moléculas longas de hidrocarbonetos de elevada massa molar em outras de cadeia menor e massa molar mais baixa. É um processo importantíssimo que permite que a partir de um único composto se obtenham vários compostos de moléculas menores, que são usados para várias finalidades.
O craqueamento pode ser térmico ou catalítico. O térmico é feito submetendo-se o petróleo a altas temperaturas e a elevadas pressões. Já o catalítico não necessita disso, mas apenas da presença de catalisadores (e é feito na ausência de oxigênio).
Essa etapa é feita para aumentar o aproveitamento e rendimento do petróleo e conseguir suprir as demandas mundiais cada vez maiores de petróleo e seus derivados. Por exemplo, se a demanda por gasolina aumentar, uma refinaria pode transformar óleo diesel ou querosene em gasolina.

4.Reforma Catalítica (Reforming): nesse processo se reformulam ou reestruturam as moléculas dos derivados do petróleo, podendo transformar hidrocarbonetos de cadeia normal em cadeia ramificada, pela isomerização, ou pode-se também transformar hidrocarbonetos de cadeia normal em hidrocarbonetos de cadeia cíclica ou aromáticos.
Esse processo é importante, pois permite melhorar a qualidade da gasolina, sendo que quanto mais ramificações e cadeia cíclicas e aromáticas o hidrocarbonetos tiver, melhor será o desempenho da gasolina nos motores dos automóveis.

Conclusão

O petróleo é um recurso mineral muito importante na sociedade atualmente, e se destaca por ser matéria prima de muitos produtos e uma grande fonte de energia. É uma mistura de hidrocarbonetos (moléculas de carbono e hidrogênio) que tem origem na decomposição de matéria orgânica, causada pela ação de bactérias em meios com baixo teor de oxigênio.

É formado em um processo lento e gradativo, que levou milhões de anos da decomposição de matéria orgânica proveniente principalmente de plâncton, acumulando-se no fundo dos oceanos, mares e lagos e, pressionada pelos movimentos da crosta terrestre, transformo-se  na substância oleosa denominada petróleo. Essa substancia é encontrada em bacias sedimentares específicas, formadas por camadas ou lençóis porosos de areia, arnitos ou calcários.

Apesar de ser conhecido desde os primórdios da civilização humana, somente em meados do século XIX tiveram início a exploração de campos e a perfuração de poços de petróleo. Durante muitas décadas, o petróleo interferiu de forma significativa na economia.
Além de predominante no setor de transportes, o petróleo ainda é o principal responsável pela geração de energia elétrica me diversos países do mundo.


Bibliografia

As fontes de pesquisas foram:
http://ciencia.hsw.uol.com.br/refino-de-petroleo2.htm

http://www.iqsc.usp.br/cursos/quimicageral/petroleo2-2.htm

http://www.brasil.gov.br/linhadotempo/epocas/1973/choque-do-petroleo#2

http://www.brasilescola.com/brasil/historia-do-petroleo-no-brasil.htm

http://www.brasilescola.com/geografia/a-crise-do-petroleo.htm

http://www.suapesquisa.com/geografia/petroleo/

http://wiki.advfn.com/pt/O_processo_de_refino_de_petr%C3%B3leo


http://www.alunosonline.com.br/quimica/refino-petroleo.html

http://www.infoescola.com/quimica/petroquimica/


http://ciencia.hsw.uol.com.br/refino-de-petroleo5.htm

http://www.brasil.gov.br/sobre/economia/energia/petroleo-gas-natural-e-derivados

http://www.vestibulandoweb.com.br/quimica/teoria/derivados-petroleo.asp

http://www.vestibulandoweb.com.br/quimica/teoria/historia-petroleo.asp

http://cepa.if.usp.br/energia/energia1999/Grupo1A/historia.html


Diário de Bordo

Alunos integrantes do grupo:

Amanda Reis - nº 02
Gustavo Santiago - nº 17
Julia Machado - nº 23
Juliana Lima - nº 25
Thales Berna - nº 34

Todos do 3º Ano D - Etec Guaracy Silveira

Durante o tempo disponibilizado para pesquisa, nós conversamos muito sobre o conteúdo que achávamos mais relevante sobre o tema a ser postado, decidindo então quem pesquisaria o que. Assim foi decidido: 
- Amanda: Processamento Químico e Conclusão;
- Gustavo Santiago: Introdução e Riscos Ambientais;
- Julia Machado:  Derivados do Petróleo e História do Petróleo;
- Juliana Lima: Formação do Petróleo e Petróleo Bruto;
- Thales Berna: Destilação Facionada e Processos.

Essa divisão de tarefas foi feita para uma melhor organização, porém cada integrante pesquisou sobre tudo, não privando a si mesmo de nenhum conhecimento.

20130503

DIÁRIO DE BORDO


Diário de bordo

O grupo é formado por cinco integrantes dentre eles:

Amanda Reis, nº:02;
 Gustavo Santiago, nº: 17;
Julia Machado, nº:23;
 Juliana Lima, nº:25;
Thales Berna, nº: 34.

Ambos do 3ºD, da ETEC GUARACY SILVEIRA.
 O trabalho começou a ser discutido no dia 15/04, após a aula de Química. Varias ideias foram sugeridas como : realizar entrevistas com pessoas da região para saber sua opinião sobre o assunto e para que servia o determinado tema, além de visitas à aterros sanitários e fábricas para conseguir maior quantidade de material para o blog. No entanto, à pesquisa com o público não pode ser realiza por falta de tempo ( todos fazem técnico ou jogam futebol). Foram feitas consultas em diversos lugares, para que não  ficasse uma coisa muito superficial, dentre os quais podem ser citados, revistas, vídeos, vários sites, entre outras formas de pesquisa.
 Na hora da criação do blog o grupo achou mais dinâmico colocar além de informações, imagens didáticas, também optou em colocar vídeos sobre o assunto. O blog foi criado no dia 29/04, a partir dai o grupo começou a se reunir nas oficinas para discutir e entrar em um comum acordo com o todo o grupo para colocar as informações no blog.

Bibliografia 

www.slideshare.net%2Frobertolima%2Fqumica-ambiental-volume-1-a-atmosfera&h=PAQFYBJ8_

www.mundoeducacao.com.br%2Fquimica%2Foxidos-chuva-acida.htm&h=PAQFYBJ8_

youtube.com%2F%23%2Fwatch%3Fv%3DXkiHM8ZwP5I&h=PAQFYBJ8_

youtube.com%2F%23%2Fwatch%3Fv%3DWRV-Lzg-Ux0&h=PAQFYBJ8_

http://www2.uol.com.br/ecokids/ecossist/47poluis.htmhttp://www.ebah.com.br/content/ABAAAeiLkAB/apostila-quimica-ambiental?part=2

http://www.brasilescola.com/quimica/camada-de-ozonio2.htm

http://www.brasilescola.com/quimica/quimica-ambiental.htm

http://www.infoescola.com/quimica/quimica-ambiental/

CONCLUSÃO

Química ambiental é um estudo feito cientificamente sobre fenômenos químicos e bioquímicos que ocorrem na natureza, por ação do homem ou que danifique a saúde humana e a do planeta como um todo. Por isso é feito esse estudo sobre a natureza, que na maioria das vezes se resumi ao solo, água e ar.
Muitas vezes o estudo feito sobre esses aspectos da natureza revelam uma falta de cuidado com os mesmos. As indústrias e empresas são as mais impactantes no meio ambiente, e na maioria das vezes não tem cuidado para utiliza-lo, causando contaminação no solo, no lençol freático, assoreamento dos rios, erosão do solo, poluição do ar, dentre outros.
Por isso há essa preocupação em estudar esses aspectos, para que eles sejam bem utilizados e preservados para gerações futuras. Para isso existem alternativas e incentivos para as indústrias, chamada de ação socioambiental, onde a empresa juntamente com a população procura caminhos para conviver em harmonia com o meio ambiente sem destruí-lo ou causa-lo algum mal.






ALTERNATIVAS PARA AS EMPRESAS

Projeto Sustentabilidade na Prática


O Projeto SUSTENTABILIDADE NA PRÁTICA foi criado pela Silva Porto Consultoria Ambiental com o objetivo de difundir o conceito de SUSTENTABILIDADE entre as empresas e cidadãos. O Projeto se baseia na ideia de que temos que REPENSAR nosso modo de viver e de produzir para alcançar o DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
A base do Projeto é o Método REPENSAR. São propostas oito ações básicas para quem quer praticar a SUSTENTABILIDADE. As letras iniciais de cada ação são as letras que compõem a palavra REPENSAR.
Reduzir o consumo de recursos naturais e energia
Eliminar substâncias tóxicas e persistentes
Propagar o conceito de sustentabilidade
Empregar energia limpa
Notar a importância das pessoas
Substituir materiais virgens por materiais reciclados
Abolir o envio de resíduos para destinação final
Reutilizar e remanufaturar materiais, produtos e equipamentos

COMO O PROJETO É IMPLANTADO NAS EMPRESAS

Nas empresas a implantação do Projeto leva a uma Gestão Ambiental de Alto Desempenho (GAAD).
A implantação do Projeto SUSTENTABILIDADE NA PRÁTICA se dá através das seguintes etapas:
  • Etapa 1: Avaliação das condições e da estrutura de Gestão Ambiental da empresa
  • Etapa 2: Criação de um Grupo ou Comitê de Sustentabilidade
  • Etapa 3: Capacitação do Grupo para a prática da sustentabilidade, preparando seus membros para a difusão dos conceitos de sustentabilidade por toda a empresa
  • Etapa 4: Capacitação de todas as pessoas da empresa para a prática da sustentabilidade
  • Etapa 5: Avaliação da interação das atividades da empresa com o meio ambiente (aspectos e impactos ambientais)
  • Etapa 6: Formulação de objetivos e metas de sustentabilidade
  • Etapa 7: Definição de Indicadores de Ecoeficiência e de Sustentabilidade para medir o progresso da empresa
  • Etapa 8: Elaboração de Planos de Ação para a implantação de medidas práticas de sustentabilidade em todas as áreas da empresa
  • Etapa 9: Elaboração de Plano de Comunicação e Marketing Ambiental, para avaliação e divulgação dos resultados obtidos
  • Etapa 10: Acompanhamento e análise crítica da implantação do Projeto

QUAL O PRAZO DE IMPLANTAÇÃO

Em geral, um prazo de seis a oito meses é suficiente para a implantação do Projeto em uma empresa com estrutura básica de gestão. Após esse período a empresa já obtém resultados significativos e tem condições de seguir com relativa autonomia no caminho da sustentabilidade.

QUAIS OS RESULTADOS PARA A EMPRESA

A implantação do Projeto traz os seguintes resultados para a empresa: 
  • Potencializa os resultados econômicos e ambientais
  • Atrai e fideliza clientes ambientalmente exigentes
  • Fortalece a imagem institucional
  • Cria um poderoso diferencial de mercado
  • Atrai publicidade espontânea
  • Maximiza os resultados do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) implantado.
  • Eleva a qualificação dos fornecedores

QUÍMICA DO SOLO


O solo é a camada mais fina da crosta terrestre e fica na sua superfície externa. Grande parte dessa camada é rica em substâncias nutritivas e é onde se desenvolvem os vegetais. Quando o solo fica poluído, os alimentos produzidos ficam 'envenenados'.

Poluição do solo



A poluição do solo pode ter várias causas, mas uma das principais é o uso de produtos químicos na agricultura. Os agrotóxicos, como são chamados, servem para fertilizar o solo, eliminar ervas daninhas e destruir pragas. São úteis para a produção, mas causam estragos ambientais terríveis, alterando o equilíbrio do solo e envenenando animais através das cadeias alimentares.

As fábricas também são outra fonte de poluição do solo. Como grandes produtoras de lixos, normalmente acumulados em depósitos irregulares, esses lixos, mesmo quando não tóxicos, acabam vazando pelos containers corroídos, contaminando a terra.

Outros grandes poluidores são os aterros, onde são jogados os lixos recolhidos nas cidades. A decomposição da matéria orgânica existente no lixo gera o chorume, um líquido escuro de mau cheiro e um alto potencial poluidor. Apesar da proteção do solo nos aterros, o chorume acaba vazando e contaminando o solo.

Outro problema dos aterros é o lixo tóxico. Como não há a mínima preocupação em separar o lixo, acabam indo para os aterros produtos perigosos, causando danos irreparáveis ao lençol freático.

Outro tipo de lixo extremamente perigoso é o produzido pelasusinas nucleares. Os lixos radioativos causam problemas sérios de saúde. Não há conhecimento científico até hoje sobre como descartá-lo de forma segura.